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Polifemo e Galatéia - Historias | NERD Mitológico


O caso de amor de Polifemo e Galatéia que resultou numa vingança por um amor não correspondido, é um mito dos gregos. Polifemo era um ciclope, pastor jovem e apaixonado pela bela nereida Galatéia. Mas como era feio, portador de um único olho, a jovem o repudiou e rejeitou seu amor.


Polifemo, era um ser brutal, rude nos seus atos e na sua parca conduta de vida, e vê na bela e frágil Galatéia, o redimir da sua essência primitiva, domesticada pelo amor e pelos sonhos da paixão. Se a beleza da jovem suscita no monstro a delicadeza, o amor verdadeiro; nela ele apenas desperta o medo e terror.

Loucamente apaixonado, ele oferece à jovem as mais belas jóias, belas vestes e moedas de ouro, a tudo ela recusa, sem o mínimo de comoção às súplicas e ao amor do Ciclope. Sem ter o seu amor correspondido, Polifemo passa o tempo a cantar a beleza de Galatéia, para assim tentar fugir da imensa dor que lhe trespassa o coração apaixonado. Polifemo encontra na música o refúgio para afogar a sua mágoa de amor, retratado por Teócrito num de seus “Idílios”.

Mas em outra versão, Ovídio apresenta o amor de Polifemo por Galatéia, transformando-o em um ser compulsivo e violento, diferente do romantismo lírico.Diante da recusa de Galatéia ao seu amor, o Ciclope desconfia que ela está apaixonada por outro. Polifemo segue Galatéia e, confirmando as suas suspeitas, ao vê-la nos braços do belo Acis, entregando-se apaixonadamente, Polifemo não suporta o que vê. O seu coração magoado enche-se de ódio, transportando-o para uma fúria cega e perigosa.

Desesperado, dilacerado pelo ciúme, ao ver o casal entrelaçado na praia, Polifemo solta um grito cortante, como um trovão a rasgar o céu. Assustada, Galatéia foge para o mar, mergulhando na imensidão das águas. Acis, ao tentar acompanhar a amada na fuga, é atingido por um rochedo que lhe é atirado por Polifemo. O jovem cai sem vida. Comovidos pelos prantos de Galatéia, ante ao amado morto, os deuses transformaram Acis num rio que corre próximo ao monte Etna. Polifemo sente-se vingado. O ódio aliviou-lhe a angústia do coração apaixonado.

Fonte: Mitologia Grega

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